Fonte: DCI
A virada de um ano é sempre momento de reflexão. Hora de fazer um balanço do que se passou nos últimos 12 meses, de celebrar acertos, corrigir equívocos, rever projetos e fazer planos para o futuro. Para muitos, este planejamento passa pela compra de um imóvel, pela mudança para uma moradia maior ou maias bem localizada, ou por investimentos mais rentáveis e seguros. Não são decisões fáceis, por isso devem ser tomadas com tranquilidade, depois de minuciosa análise do mercado, das ofertas e das possibilidades.
2009 começou sob forte turbulência econômica mundial, inclusive no Brasil, depois da crise do setor imobiliário dos Estados Unidos. As incertezas de lá contaminaram as análises feitas aqui, embora já naquela época alertássemos de que não havia motivo para pânico, uma vez que a dinâmica do mercado de imóveis norte-americano é muito diferente da do brasileiro. Mas crise é crise, e o fato é que as pessoas adiaram decisões, especialmente no início do ano, seja para comprar, seja para vender. A oferta de crédito caiu, houve desemprego, mas nada que revertesse a ascensão da numerosa classe C, ávida por consumir e mudar seu padrão de vida. E logo os ventos mudaram, com retomada da atividade econômica.
Em São Paulo, mola propulsora da economia nacional, 2009 foi extremamente rentável para quem decidiu apostar no mercado imobiliário, em razão da queda dos juros, da escassez de imóveis para locação e da expansão da rede metropolitana de transporte que vem valorizando inúmeros bairros da capital paulista, entre outros fatores.
Hoje o rendimento obtido com a locação de um imóvel na cidade de São Paulo pode chegar, em alguns casos, a até 1,2% do valor de venda da unidade, superando a caderneta de poupança e muitos fundos de renda fixa. É o caso, por exemplo, dos imóveis comerciais.
Assim, se o imóvel vale, por exemplo, R$ 200 mil, o rendimento de 1% ao mês dará, ao proprietário, um ganho de R$ 60 mil ao final do contrato, que normalmente é de 30 meses. Sem dizer que a tendência, nesse mercado, é de valorização do patrimônio. O que significa que, ao término da locação, se o dono quiser vender a unidade, certamente receberá um valor maior do que aquele que pagou, além do aluguel que obteve em todo este período. E, a persistirem as mesmas condições atuais, venderá rapidamente.
Em um mercado imobiliário extremamente aquecido e com projeções otimistas sobre a economia, podemos dizer, sem medo de errar, que 2010 será um ano extraordinário para o investimento em imóveis como fonte de rendimentos seguros e rentáveis, mas também para quem deseja comprar para seu próprio uso, por conta da queda dos juros e da ampliação da oferta de crédito pelos bancos.
Aos que desejam investir em imóveis para obter renda com a locação, algumas dicas são valiosas. É recomendável a contratação de consultoria especializada para dar a devida velocidade e segurança ao processo de intermediação, por meio de correta publicidade para o imóvel, seleção e aprovação de fichas de inquilinos e fiadores, bem como a redação de um contrato que contemple os anseios das partes e a administração da locação.
Acompanhar de perto a situação do imóvel alugado é outra dica aos proprietários que não desejam ser surpreendidos com dívidas a pagar ou com problemas estruturais na unidade ao término do contrato de locação. O locador deve estar atento ao recolhimento dos encargos, como IPTU e condomínio, pois a falta de acompanhamento adequado em relação ao pagamento dessas despesas pode trazer sérios transtornos e onerosos gastos ao locador durante a locação e ao seu término.
Como todo tipo de investimento, o setor imobiliário exige conhecimento de causa, informação e assessoria técnica para que as decisões sejam tomadas de forma segura e com o mínimo de risco.
Em 2010 a expectativa deste mercado é a melhor possível. O imóvel, que sempre representou o chamado “porto seguro” contra as oscilações da economia, agora é, decididamente, uma alternativa sólida de investimento com alto potencial de rentabilidade.